Minha primeira aprovação em concurso público.

Atualizado: 18 de jan.

Sou Daiane Santos e vou te contar um pouco da minha trajetória no concurso público da Guarda Municipal de Fortaleza.


Não foi o primeiro concurso que prestei, mas sem sombra de dúvidas foi o mais emocionante. Foram seis meses intensos de estudos e preparo físico. Quase ninguém acreditava na Daiane e na Diana (minha irmã). Até a mãezinha  era incrédula. (Para ela, ter uma remuneração digna era algo distante da nossa realidade.) No entanto, todas as dificuldades financeiras, as desaprovações de pessoas próximas e a insegurança no que estávamos fazendo foram combustíveis para a persistência. Então, passei em todas as etapas! Mas, Daiane, e sua irmã passou? SIMMMM! Imaginem a felicidade lá em casa! As "DUAS FILHAS DE MARIA" concursadas.


Essa história é interessante. Eu estava esperando o curso de formação da GMF o qual estava demorando. Então, como nada estava certo, continuei estudando e logo em seguida prestei concurso para o cargo de auxiliar administrativo do Instituto Federal do Ceará. Eram apenas 15 vagas. Adivinhem!!! Fui aprovada na 15ª vaga. Ufa! rsrs Acontece que como eu era a última colocada, a vaga que sobrou para mim foi em Ubajara, cidade que fica a mais de 300 km de Fortaleza, capital. Na época, não lembro bem, mas acredito que a rede social que eu utilizava era o orkut. Assim como no Facebook, havia os grupos. Pois bem, conheci a 16ª colocada em um desses grupos. Ela estava um pouco receosa, mas acabou perguntado se eu assumiria o cargo. Gente, eu já havia pensado muito sobre isso e as consequencias que viriam, como ficar longe da família, mora fora da capital, morar sozinha. Eu não tinha maturidade suficiente para aceitar toda essa mudança na minha vida. Tá! Claro que o fato de já estar aprovada em outro concurso contribuiu para a minha decisão. Naquele momento, eu a avisei que não iria tomar posse. A vaga era dela. Vocês não acreditam na felicidade que a moça se encontrava. Eu também fiquei muito feliz por ela.


Eu já era estável na GMF quando comecei a procurar novos horizontes. Eu amava minha primeira inspetoria, o CICCLOPATRULHAMENTO. Porém, eu já sentia que precisa de mais desafio. Foi quando fui apresentada ao cargo de Segurança e transporte por um amigo. Ele me explicou tudo que eu precisava saber sobre o cargo e acabei me convencendo que eu poderia estudar para tribunais, que era possível. Então, comecei minha jornada rumo ao cargo de segurança dos tribunais. Fui á Brasília, Maranhão, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. É, investi todos os meus cartões de credito. (rsrs) Bom...o importante foi que deram frutos. Fui aprovada no TRT6 pela cota. Fiz os testes físicos, mas quando chegou na aferição da cota fui eliminada. De acordo com a banca, eu não tinha perfil para a cota racial. Fiquei chateada, já tinha gastado tanto que nem quis entrar com recurso. E disse para mim mesma: Não quero mais saber de cota.( apesar de acreditar que tenho perfil sim, mas não iria ficar correndo risco de chateação. Vou passar na lista de ampla concorrência.


A minha saga pelo cargo de Segurança e Transporte continuou. Mais uma tacada certa! Fiz o concurso do Tribunal Federal da 1ª  Região optando pelas vagas do estado do Maranhão. Foi umas das maiores loucuras que fiz quando comecei a fazer prova para estes cargos, pois como elas eram realizadas em estados diferentes, acabei me endividando por conta de inscrições, passagens aéreas e hotel. Eu literalmente "paguei o preço pelo meu sonho". Ainda lembro do dia da prova como se fosse ontem, São Luís estava tão quente naquele dia que quase passei mal de tanto calor. Consegui me restabelecer e fui para minha sala de prova. Iniciei minha prova com total concentração, após alguns minutos, senti a presença de um corpo na minha frente. De cabeça baixa não percebi que um fiscal, que mais parecia MIB dos homens de preto, estava de pé na minha frente. Eu tomei um susto! Ele pediu que eu levantasse, passou detector de metal e verificou minha carteira. Bem...fui a sorteada da fiscalização em sala. Tudo bem, isso não foi foi suficiente para me desconcentrar. Eu resolvi aquela prova com sorriso no rosto. É... a gente sabe quando passa. Não deu outra, fui a 4ª colocada geral do cargo. Mas, Daiane, eu estou vendo na foto que você está com a farda do TRT. Não era TRF ? sim, era TRF. Porém, o órgão original estava demorando muito para nomear e o TRT 16 precisava de 4 agentes. Olha aí, eu fui aproveitada no mesmo cargo por outro órgão. DETALHE: nesse meio termo entre homologação e nomeação a nomenclatura do cargo foi alterada e hoje chama-se POLICIA  JUDICIAL. Então, Daiane você é polícia? Unrum! Sou Polícia do Judiciário, um cargo promissor que cresce a cada dia.

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